sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cinco discos para conhecer: Doogie White


Da Escócia para o mundo, Doogie White se envolveu com alguns dos músicos mais respeitados do Rock nas últimas décadas e, apesar de não ter alcançado status de lenda, registrou trabalhos que merecem atenção. Aqui estão alguns.
Rainbow – Stranger In Us All [1995]
Stranger In Us All é um trabalho que mescla a temática da era Dio com o som mais comercial que caracterizou o grupo na era posterior. Entre as mais agitadas, destaque para a abertura com “Wolf to the Moon” e sua melodia que soa contemporânea quando colocada junto a alguns sons que dominaram o meio do Rock pesado nas últimas décadas. “Cold Hearted Woman” remete ao passado com uma levada fantástica, enquanto “Stand and Fight” é mais direta, com direito a uma gaita tocada por Mitch Weiss que se encaixou muito bem na proposta. As orquestrações de “Black Masquerade” mostram quem foi um dos pais da geração que levou a extremos esse tipo de sonoridade no Heavy Metal. Também é nessa faixa que consta a frase que dá nome ao play. E o interlúdio acústico é sensacional.
A música utilizada para promoção foi “Ariel”. Com clima dramático, trazia algumas características que antecipavam o estilo que seguiria o Blackmore’s Night – que chegou a executá-la em suas primeiras apresentações. Até o clipe trazia um toque renascentista, casando perfeitamente com a canção. Em “Hall of the Mountain King”, temos uma releitura para uma das mais conhecidas obras do compositor e pianista norueguês Edvard Hagerup Grieg. A letra foi escrita por Candice Night e o arranjo adicional é de autoria de Blackmore. Para encerrar, uma nova versão de “Still I’m Sad”, pela primeira vez gravada em estúdio com suas partes cantadas.
Ritchie Blackmore (guitars)
Doogie White (vocals)
Greg Smith (bass)
John O’Reilly (drums)
Paul Morris (keyboards)
Special Guest
Candice Night (backing vocals)
01. Wolf to the Moon
02. Cold Hearted Woman
03. Hunting Humans (Insatiable)
04. Stand and Fight
05. Ariel
06. Too Late For Tears
07. Black Masquerade
08. Silence
09. Hall of the Mountain King
10. Still I’m Sad
Cornerstone – Arrival [2000]
O Cornerstone nasceu a partir do baixista/tecladista dinamarquês Steen Mogensen (Royal Hunt). Entre vários outros músicos escandinavos, Doogie White foi convidado para integrar o projeto e acabou se tornando peça fundamental desde o debut, não apenas no lado musical como no promocional, pois graças a sua presença, o play conseguiu contratos de distribuição fora da Europa, tendo ótima repercussão em outros continentes. Arrival, produzido por Steen, traz uma mistura de Hard Rock/Heavy Metal com algumas pitadas de AOR muito bem arquitetada.
Destaques vão para “Jungle” (no melhor estilo Survivor), a variada e climática “Straight To The Bone” e a mais agitada “Fooled”. Em outros tempos, algumas das faixas poderiam ter alcançado rádios menos ortodoxas e mais abertas ao Rock. O Cornerstone ainda lançaria outros discos nos anos seguintes, incluindo um ao vivo. Embora seu fim oficial não tenha sido anunciado, a banda encontra-se em estado de hibernação enquanto seus integrantes se dedicam a outras prioridades.
Doogie White (vocals)
Steen Mogensen (bass, keyboards)
Jacob Kjaer (guitars)
Allan Sorensen (drums)
André Andersen (keyboards)
01. Arrival
02. Walked On The Water
03. Jungle
04. Straight To The Bone
05. Top Of The World
06. Reload
07. Gift Of Flesh
08. Grain Of Sand
09. Fooled
10. I’m Alive
11. Basscamp 1
Empire – Chasing Shadows [2007]
O guitarrista alemão Rolf Munkes sempre contou com músicos da primeira linha do Rock pesado em seu projeto Empire. Já passaram pela formação do grupo, entre outros, figuras de folha corrida incontestável, como Tony Martin, Mark Boals, Don Airey e Anders Johansson. Mas após alguns discos, o músico decidiu dar um tempo na empreitada, passando a se dedicar a outras atividades – entre elas, a participação na banda tr00 Majesty. O retorno, com The Raven Ride, apesar de toda a qualidade, não rendeu tão bons frutos como nos trabalhos anteriores. Era necessária uma mudança de ares e isso começaria por algumas mudanças no line-up.
Para gravar o novo trabalho, apenas o baixista Neil Murray (Black Sabbath, Whitesnake, Brian May Band) permanecia ao lado de Rolf. Mas os novos recrutados também eram do mais alto gabarito. E seria necessário mais que um parágrafo para colocarmos o currículo de Doogie White e Mike Terrana no post, já que os figuras trocam de banda como a gente troca de roupa íntima. Sendo assim, vamos deixar essa parte de lado. De qualquer modo, a experiência dos envolvidos cai como uma luva no álbum. Chasing Shadows traz o quarteto mandando ver num Heavy Metal tradicional, potente e de execução primorosa, como já era de se esperar vindo desse grande time.
Doogie White (vocals)
Rolf Munkes (guitars, keyboards)
Neil Murray (bass)
Mike Terrana (drums)
01. Chasing Shadows
02. The Alter
03. Mother Father Holy Ghost
04. Sail Away
05. Child Of The Light
06. Tahigwan Nights
07. Manic Messiah
08. Angel And The Gambler
09. A Story Told
10. The Rulers Of The World
Rata Blanca – The Forgotten Kingdom [2009]
O Rata Blanca é, sem dúvidas, a maior banda do cenário latino-americano do Hard/Heavy. Além de tocar em estádios e teatros lotados em sua terra-natal, a Argentina, sempre contou com um público extremamente fiel em países vizinhos. Inclusive no Brasil, onde o grupo tocou no Monsters of Rock de 1995, ao lado de Ozzy Osbourne, Alice Cooper e Megadeth, entre outros. Mas o fato de cantarem em espanhol sempre foi um obstáculo para o sucesso do grupo. Ciente disso, Walter Giardino chegou à conclusão que era hora de gravar um trabalho em inglês para atingir um mercado maior.
The Forgotten Kingdom é a versão the book is on the table para o disco El Reino Olvidado. Ciente da dificuldade com a pronúncia correta do idioma – algo essencial para quem vai ouvir – Giardino decidiu que o melhor a fazer era substituir o vocalista Adrián Barilari – que continua sendo a voz da banda em sua carreira “normal”. Sendo assim, quem assumiu o microfone foi Doogie White, que também fez as adaptações necessárias nas letras. A sonoridade não foge do estilo que consagrou o Rata. Até porque, se a maior influência sempre foi Ritchie Blackmore e seus grupos, imagina quando o vocalista é alguém que trabalhou com o mentor musical de Giardino – a quem Glenn Hughes já definiu como “o clone mais bem acabado de Blackmore”. E o fato é que o cara seria um guitarrista muito mais valorizado se tivesse nascido nos Estados Unidos ou Europa, pois é abençoado com uma técnica e feeling primorosos.
Doogie White (vocals)
Walter Giardino (guitars)
Guillermo Sanchez (bass)
Hugo Bistoffi (keyboards)
Fernando Scarcella (drums)
01. The Voices of the Sea
02. The Forgotten Kingdom
03. Endorphins
04. Talisman
05. Ring of Fire
06. Diary of a Shadow
07. Instruments
08. Guardian of the Night
09. Another Day Passing By
10. It’s Not Easy
11. Sons of Rock
12. Yesterday, Today, Tomorrow
Tank – War Nation [2012]
Após o retorno com uma formação, no mínimo, curiosa, o Tank parece ter se estabelecido de vez na nova realidade. War Nation não se difere muito de seu antecessor, mantendo aquela característica de um Hard/Heavy melódico e direto, como nos áureos tempos da NWOBHM. De qualquer modo, os fãs não devem esperar por petardos como Filth Hounds Of Hades ou This Means War, especialmente quando o aspecto agressividade é colocado em julgamento. Ouvindo o play com isso em mente, fica bem mais fácil de aproveitar algo dele.
O grande destaque fica para a dupla de guitarristas. Mick Tucker e Cliff Evans mandam ver em riffs e solos muito bem feitos, mostrando perfeita sincronia. Entre as faixas, destacam-se a pesada “Song Of The Dead”, com algo do Black Sabbath fase Tony Martin e acelerada “Hammer And Nails”, uma verdadeira convocação ao air-guitar e headbanging. A melhor vem na sequência. “Don’t Dream In The Dark” lembra algo do Empire, que contou com Doogie White nos vocais em seu último lançamento. Aliás, o vocalista cumpre seu papel aqui com total eficiência e competência, mesmo sem se sobressair aos outros membros.
Doogie White (vocals)
Mick Tucker (guitars)
Cliff Evans (guitars)
Chris Dale (bass)
Steve Hopgood (drums)
01. War Nation
02. Song Of The Dead
03. Hammer And Nails
04. Don’t Dream In The Dark
05. Grace Of God
06. Dreamer
07. Justice For All
08. Wings Of Heaven
09. State Of The Union
10. Hard Road

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